Em declarações marcadas pelo seu tradicional tom sem papas na língua, o músico britânico Noel Gallagher voltou a defender com entusiasmo a obra da banda irlandesa U2. O ex-guitarrista e principal compositor do Oasis expressou frustração em relação às críticas frequentes direcionadas ao grupo e questionou a genuinidade dos detratores que afirmam não gostar do catálogo musical dos irlandeses.

De acordo com Gallagher, qualquer argumento de que o repertório do U2 seja fraco não passa de “besteira”. Para o músico, o rejeite do público geralmente não tem a ver com a sonoridade do grupo, mas sim com a figura pública do vocalista Bono Vox.
“Fico frustrado quando ouço alguém dizer ‘não gosto do U2’. Não, o que você quer dizer é que não gosta do Bono. Não me venha falar que não gosta de uma única nota que eles alguma vez tocaram. É besteira, não faz sentido“, declarou a respeito do tema.
Elogios aos clássicos e fascínio pelo processo criativo
Fã declarado do grupo desde a juventude, Gallagher destacou a importância de trabalhos históricos da discografia dos irlandeses. Ele chegou a comparar o impacto cultural de álbuns como The Joshua Tree ao de Thriller, de Michael Jackson, ressaltando que a qualidade do som produzido pela banda nas últimas décadas é incontestável no rock mundial.
O compositor britânico — que já abriu shows do U2 em turnês mundiais com seu projeto solo, High Flying Birds — ressaltou também a obsessão da banda pelo perfeccionismo técnico durante a gravação de novos discos.
- Perfeccionismo nos estúdios: Gallagher revelou que o U2 costuma apresentar álbuns praticamente prontos e, em seguida, passa até um ano retrabalhando as faixas para garantir o mais alto nível.
- A busca por obras-primas: Segundo ele, os integrantes mantêm a exigência de que todo novo trabalho precisa atingir o patamar de clássicos consagrados como Achtung Baby e The Joshua Tree.
- Respeito pelo zelo: “Eles se importam de verdade”, pontuou o músico ao analisar a dedicação da banda à própria arte.
Apesar de opiniões divididas entre parte do público sobre as posições políticas ou a exposição mediática de Bono, Gallagher reforça que a legado discográfico do U2 permanece como um dos pilares mais sólidos da história da música pop e do rock alternativo.