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Vendas de vinil ultrapassam US$ 1 bilhão pela primeira vez desde os anos 80.

O vinil deixou de ser nostalgia para virar um negócio bilionário — e dos mais vibrantes. Pela primeira vez desde 1983, as vendas de LPs nos Estados Unidos ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão, segundo dados divulgados pela Recording Industry Association of America (RIAA). O número não apenas chama atenção: ele confirma que o disco de vinil segue longe de ser uma moda passageira.

Foto: Erik Mclean

O formato registra crescimento pelo 19º ano consecutivo e, mais uma vez, mostrou força até acima de alguns segmentos do mercado digital. As vendas de vinil avançaram 7,9%, enquanto as plataformas de streaming registraram alta de 6,8%. Na comparação com os CD’s, o LP continua reinando com folga: a receita gerada pelos discos é três vezes maior, de acordo com a RIAA.

Mas quem está puxando essa nova onda? As estrelas do pop, claro. Taylor Swift segue como um dos maiores motores dessa expansão. Em apenas uma semana, a cantora vendeu 1 milhão de cópias de The Life of a Showgirl (2025), e mais uma vez mostrou que domina como ninguém o jogo da mídia física. O lançamento ganhou nada menos que oito versões em LP, 18 em CD e até uma fita cassete, reforçando uma estratégia que conversa diretamente com colecionadores e fãs mais dedicados.

No universo pop, Taylor já está acostumada a quebrar marcas. Antes mesmo de The Life of a Showgirl, o recorde anterior de vendas em vinil também já estava em mãos dela: The Tortured Poets Department (2024), com 859 mil cópias, seguido por 1989 (Taylor’s Version) (2023), com 693 mil.

“Os fãs estão consumindo música de seus artistas favoritos de maneiras nunca antes vistas, e essa paixão se reflete no relatório”, afirmou Matt Bass, vice-presidente da RIAA. “A música gravada nos EUA demonstrou um crescimento sustentado globalmente, representando 50% da receita global de vinil, abrindo caminho para que os fãs se conectem com seus favoritos.”

É claro que existe um contexto por trás do fenômeno. A inflação dos anos 1980 era outra, os custos de produção hoje são mais altos e isso também ajuda a inflar os preços finais dos discos. Ainda assim, o movimento é impossível de ignorar: o vinil voltou com força total — e agora impulsionado não só pela saudade, mas por um mercado ativo, competitivo e alimentado pela relação quase obsessiva entre artistas e fãs.

A própria RIAA também revelou recentemente a lista dos 10 vinis mais vendidos nos Estados Unidos. Entre os nomes que se destacam, dois artistas que serão headliners do Lollapalooza Brasil 2026 aparecem entre os favoritos do público: Sabrina Carpenter, com Man’s Best Friend e Short n’ Sweet, e Tyler, The Creator, com Igor.

Veja os dez vinis mais vendidos nos Estados Unidos em 2025

Taylor Swift – The Life of a Showgirl – 1,601,000 

Sabrina Carpenter – Man’s Best Friend – 292,000 

Kendrick Lamar – GNX – 279,000 

Sabrina Carpenter – Short n’ Sweet – 262,000 

Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft – 192,000 

Fleetwood Mac – Rumours – 190,000 

Michael Jackson – Thriller– 182,000 

The Weeknd – Hurry Up Tomorrow – 178,000 

Taylor Swift – Lover (Live From Paris) -166,000 

Tyler, the Creator – Igor – 166,000

Fonte: Noize

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