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AC/DC entrega show direto, intenso e sem firulas na abertura de turnê em São Paulo

Foto: Reprodução @acdc

O AC/DC provou no Morumbis que, mesmo após décadas de estrada e inúmeras adversidades, ainda sabe como conduzir uma apresentação com energia bruta e sem artifícios. Na primeira de três noites em São Paulo, a banda australiana apostou no essencial: volume alto, repertório clássico e interação mínima — afinal, como resumiu o vocalista no palco, a missão era simples: tocar rock and roll.

A trajetória recente do grupo ajuda a dimensionar o peso desse retorno. Ao longo da última década, o AC/DC enfrentou uma sequência de desafios: o afastamento e posterior morte do guitarrista Malcolm Young, problemas judiciais envolvendo o baterista Phil Rudd, a saída temporária de Brian Johnson por complicações auditivas e a aposentadoria do baixista Cliff Williams. Em determinado momento, apenas Angus Young permanecia como pilar da formação clássica.

A reconstrução começou com o álbum Power Up, lançado em 2020, que marcou a reunião de parte da formação histórica em estúdio. Já na estrada, Angus recrutou novos músicos para sustentar a turnê iniciada em 2024, trazendo fôlego à fase atual da banda.

No Morumbis, a sensação foi de celebração — possivelmente a última grande volta olímpica do grupo por aqui. Aos 78 anos, Johnson mantém carisma e entrega vocal dentro de suas limitações naturais, enquanto Angus, aos 70, segue comandando o espetáculo com seu uniforme escolar e riffs inconfundíveis. Se há pequenas imperfeições técnicas, elas se diluem diante da vibração coletiva de um estádio tomado por clássicos como “Back in Black” e “Thunderstruck”.

A apresentação teve pouco mais de duas horas, marcada por emendas diretas entre músicas e discursos rápidos. A longa execução de “Let There Be Rock”, com solos estendidos de Angus, consolidou o clima de apoteose.

Antes do AC/DC assumir o palco, o The Pretty Reckless fez o aquecimento com um set de 55 minutos. Liderado por Taylor Momsen, o grupo apresentou faixas como “Death by Rock and Roll” e “Make Me Wanna Die”. Apesar da recepção morna de parte do público, a performance cumpriu o papel de preparar o terreno para a atração principal.

Sem efeitos grandiosos ou discursos elaborados, o AC/DC mostrou que sua essência permanece intacta: riffs diretos, refrões explosivos e uma conexão visceral com o público. Em tempos de superproduções e recursos digitais, o grupo reforça que, às vezes, tudo o que se precisa é de guitarras no máximo e um estádio disposto a cantar junto.

Fonte: cobertura do show no Estádio Morumbis e informações da turnê oficial da banda.

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