
Zakk Wylde prepara o lançamento de mais um capítulo da sua trajetória à frente do Black Label Society. O guitarrista e vocalista revelou detalhes de “Engines of Demolition”, 12º álbum de estúdio da banda, que chega ao público no dia 27 de março, trazendo reflexões pessoais, peso renovado e uma homenagem direta a Ozzy Osbourne, com quem manteve uma parceria histórica ao longo de décadas.
Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Wylde explicou que o novo trabalho revisita diferentes influências do heavy metal, sem perder a identidade característica do grupo. O disco apresenta referências claras ao AC/DC, ao Pantera e ao Black Sabbath, percebidas em faixas como “Name in Blood”, “The Gallows” e “Gatherer of Souls”. Apesar das variações sonoras, o músico evita classificar o álbum como o mais versátil da carreira e reforça que sua motivação segue a mesma: tocar músicas que despertem emoção.
Lançado após um período marcado por turnês intensas e perdas pessoais, “Engines of Demolition” reflete experiências vividas por Wylde nos últimos anos, incluindo a morte de Ozzy Osbourne, em julho de 2025. Segundo o guitarrista, o processo criativo sempre dialoga com acontecimentos reais, sejam eles pessoais ou observados ao redor, ainda que nem todas as composições tenham caráter autobiográfico.
O tributo mais evidente ao eterno vocalista do Black Sabbath aparece em “Ozzy’s Song”, faixa inédita que encerra o álbum. A canção, de clima introspectivo e sonoridade próxima ao southern rock, foi composta após o último adeus a Ozzy e carrega versos inspirados em uma frase recorrente do cantor, que costumava dizer que não poderia pedir por uma vida melhor. Para Wylde, a música representa respeito, gratidão e a celebração de uma trajetória única no rock.
Mesmo com momentos mais melódicos, como “Better Days & Wiser Times” e “Back to Me”, o novo disco mantém a força característica do Black Label Society, apostando em riffs pesados e na herança do metal clássico. Com “Engines of Demolition”, Zakk Wylde reforça sua conexão com o passado, ao mesmo tempo em que aponta novos caminhos para o futuro da banda.
Fonte: Rolling Stone Brasil